Textinho novo por aqui, porém tão antigo que eu nem me lembrava dele. Achei perdido num arquivo de nome “Textos em 2019”. Este, em particular, veio de um desabafo no Facebook (viu como é antigo?) e das minhas conclusões após ler os comentários de amigos na tal postagem. Tão antigo e tão atual. Eu poderia escrever tudo isso de novo hoje mesmo. Talvez com palavras diferentes, mas com as mesmas ideias. Que tal ouvir mais e antecipar menos?
Como sempre, desejo que o texto de hoje te traga boas reflexões e te faço um convite: deixe um comentário sobre suas impressões. Será que alguém ainda lê o que eu publico por aqui?
Com todo o meu Amor,
Priscila Mayer.
A genética falhou
Sou só eu que sinto que não dou conta de um monte de coisas que acontecem e que não estávamos esperando acontecer?
Sou só eu que me sinto sem chão, sem orientação, sem saber o que fazer diante de algumas coisas?
Sou só eu que, devido à minha idade, sou chamada de adulto, mas que, diante do fato de não saber o que fazer, não me sinto como tal?
Sou só eu, ou existe algum outro alien como eu? Só pra eu saber se estou ou não sozinha no mundo...
Tenho vontade de gritar e até de chorar. Nenhuma das duas coisas resolvem, eu sei. As duas me parecem até mesmo infantis. Mas parece também que, se eu deixar, explode pra dentro, sufoca, causa dor e doença.
Uma série de coisas me passa na cabeça. Muitas vezes tenho vontade real de pedir “colo”, mas com uma dificuldade real de conseguir também. Até mesmo de conseguir pedir, a quem pedir. Quando quero colo, quero só colo mesmo. Só que muitas vezes sou surpreendida por conselhos sobre como eu deveria agir. Outras vezes sou surpreendida por questões que soam mais urgentes que as minhas.
Falar, desabafar tem sido cada vez mais difícil, mais custoso, mais penoso. Ouvidos pra ouvir. E ponto.
Quando não me escutam ou quando me oferecem suas experiências ou seus conselhos, as pessoas, de uma forma geral, querem me ajudar (todos queremos ajudar uns aos outros), mas não percebem que o meu falar e somente falar (ou chorar e pôr pra fora), abre um mundo de criatividade para que eu mesma, sozinha, chegue às minhas conclusões. O que me daria essa sensação de crescimento, de tomada de atitude por conta própria.
Isso também é diferente do “deixar cada um se virar sozinho”. Não somos sozinhos. Somos seres de uma comunidade, uma sociedade, uma “família aumentada”. Precisamos de apoio, de mãos, de braços, abraços, colo, escuta. De ouvidos pra ouvir. Só ouvir.
Sozinha, fica tudo pesado demais pra carregar e não adianta querer forçar. Afinal, a genética falou. Definitivamente, eu não tenho e nem quero ter o gene da mulher maravilha.
Eu sou Priscila Mayer e esse é um texto das Cartinhas da Pri. Se você gostou do que leu ou se você se identifica de alguma forma, clica no coraçãozinho que tem no final dessa mensagem. Assim eu fico sabendo que estou indo bem. Se preferir, também pode deixar um comentário com seus elogios, sugestões ou reclamações.
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Com carinho,
Priscila Mayer.
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